O “Ser professor” mais uma vez me faz refletir sobre a importância do meu papel. Quando tenho a oportunidade de atuar como professora e digo atuar, pois me vejo em um grande palco onde as pessoas pagam de forma direta ou indireta para assistir a minha performance, se surpreendem e dão testemunho do tipo: “Pensei que fosse ser como uma palestra, que ia ser um professor falando, e a gente só ouvindo, algo mais estático, mas é bem estimulante e divertido, foi super bacana”, conta Tainá Santos, aluna do primeiro período de Direito da UNISUAM, que sonha em se especializar em Direito Internacional. Saber que, mexemos com esses jovens, que estimulamos ou retraímos o desejo de busca do saber, só aumenta nossa responsabilidade. Será que eu fiz algo de tão extraordinário nesta aula? Acho que não. Mas, talvez para alguns, sim, como para esta aluna.Quando só exerço a oratória e não dou espaço para a escuta, deixo de ver o outro como sujeito, como um ser pensante, que age. Então ouvi, falei, favoreci a socialização dos conhecimentos e disseminei mais uma vez aquilo que não abro mão nas minhas aulas, o afeto.
Um modelo pronto de como ser um bom professor, não existe, mas à medida que o “Ser Professor” torna-se algo de suma importância para o próprio professor, passa a ser também para o aluno. Não há docência sem discência, as duas se explicam e seus sujeitos apesar das diferenças que o conotam não se reduzem a condição de objeto. Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender. Ensinar exige reflexão crítica sobre a prática, envolve o movimento entre o fazer e o pensar sobre o fazer. Ensinar exige o bom senso, é ele que me adverte nas tomadas de decisões. O primeiro passo para se ensinar é saber que precisamos tocar na alma do aluno. Ele antes de entender a lição, precisa ser tocado pelo professor, sensibilizado. Por isso, o professor deve preparar-se para a aula como se fosse a única.
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